Quando converso com empreendedores e gestores de tecnologia no Brasil, percebo que o universo dos investimentos passa por mudanças frequentes. As terminologias, os modelos de aporte e as estratégias se transformam a cada ciclo econômico. Nessa jornada, duas expressões sempre aparecem: growth equity e venture capital. Muitos ainda confundem seus conceitos e impactos no futuro das empresas, especialmente no cenário de 2026, que já traz sinais claros de mudança.
Entendendo growth equity e venture capital em 2026
Aos olhos de quem acompanha o mercado, growth equity e venture capital continuam sendo motores para o desenvolvimento de negócios de tecnologia. Contudo, em meus anos de experiência, percebo diferenças importantes entre essas modalidades.
O venture capital é direcionado a empresas em estágio inicial ou crescimento acelerado, buscando escalar operações e validar modelos de negócios inovadores. Já o growth equity foca em companhias mais maduras, que encontraram um caminho de crescimento comprovado e precisam de recursos para expandir de forma sustentável.
Growth equity acelera empresas já sólidas. Venture capital aposta no novo.
Em 2026, esse contraste está ainda mais presente. Enquanto o venture capital se ajusta às adversidades do mercado e busca startups resilientes, o growth equity ganha força apoiando aquelas que já superaram os desafios da validação, prontas para dar o próximo salto.
Dados do mercado: recuo ou fortalecimento?
Ao observar os números, noto que o ritmo dos investimentos mudou de forma marcante no Brasil. Segundo dados do Finsiders Brasil, o venture capital nacional teve um aumento de 17% nos aportes em 2024, somando R$ 9 bilhões, mas experimentou redução de 46% no número de rodadas. Em 2025, houve nova retração de 13%, chegando a US$ 4,5 bilhões, conforme a Bloomberg Línea.
Já o segmento de private equity, do qual o growth equity faz parte, manteve-se mais estável nos volumes aportados. Reportagem da Funds Society Brasil mostra que, apenas no segundo trimestre de 2025, foram movimentados R$ 6,8 bilhões, um aumento leve em relação ao começo do ano.

Como funciona o venture capital?
Nos meus encontros com fundadores de startups, sempre explico a lógica do venture capital. Este modelo está mais disposto ao risco. Ele aposta no potencial de ideias inovadoras, mesmo sem lucros comprovados. O investidor passa a ser sócio minoritário, influenciando no conselho e, muitas vezes, no destino da startup.
- Foco em setores disruptivos.
- Empresas com poucos anos de vida.
- Investimentos em etapas: seed, série A, B, etc.
- Busca exponencial de crescimento.
A saída desse investimento geralmente acontece em eventos de liquidez, como venda da empresa ou abertura de capital.
Como o growth equity se diferencia?
Percebo que, para o growth equity, o cenário é outro. Aqui, os riscos são um pouco menores, já que o investimento é feito em empresas com indicadores de crescimento consolidados e fluxo de caixa saudável. É nessa hora que fundos como a Weehub, Inc. atuam: analisando empresas que já superaram a fase inicial, mas precisam de injeção de capital para consolidar novos mercados, internacionalizar ou impulsionar a inovação interna.
- Empresas com histórico de receita e governança estabelecida.
- Ticket médio de investimento superior ao do venture capital.
- Participação minoritária ou significativa, negociada caso a caso.
- Objetivo de acelerar o crescimento sustentável.
O growth equity aposta na solidez para multiplicar resultados a longo prazo, com um olhar estratégico para o futuro.
Por que as diferenças se acentuam em 2026?
O ano de 2026 consolida um novo contexto para quem empreende ou investe em tecnologia. Fatores macroeconômicos, maturidade do ecossistema e novas estratégias estão em jogo. Para mim, três pontos se destacam:
- Startups cada vez mais pressionadas a mostrar resultados reais desde cedo.
- Investidores de growth equity apostam em expansão regional e internacional.
- Processos de due diligence e governança mais rígidos.
Nesse cenário, fundos de investimento como a Weehub, Inc. adotam posturas criteriosas, equilibrando agilidade e análise profunda, sempre de olho no impacto positivo e na transformação sustentável que a tecnologia pode gerar.

Quais empresas devem buscar cada modalidade?
Em minha trajetória, já vi empresas se perderem na escolha errada de investidor. O venture capital é escolha certeira para quem:
- Ainda está testando modelo de negócio.
- Precisa ganhar escala antes de mostrar lucro.
- Valoriza mentorias e conexão acelerada com o ecossistema tech.
Já o growth equity atende aquelas que:
- Têm caminho validado e receita recorrente.
- Buscam internacionalização ou aquisição de concorrentes.
- Precisam escalar mantendo o controle acionário.
A escolha entre venture capital e growth equity depende do estágio do seu sonho.
Impacto das escolhas no futuro das empresas
Ao conversar com gestores de tecnologia, deixo claro: a decisão sobre o tipo de investimento não apenas determina o volume de capital, mas também dita o ritmo, expectativas e governança da empresa. No contexto de 2026, vejo investidores e empreendedores alinhados em torno de propósito, impacto e eficiência. Surgem mais acordos flexíveis, voltados ao crescimento saudável e transparente.
Empresas apoiadas pela Weehub, Inc., por exemplo, combinam inovação e responsabilidade, conectando-se ao futuro sem deixar o presente para trás. Isso facilita o acesso a novos mercados globais, sem abrir mão dos valores que definem o DNA brasileiro do negócio.
Conclusão
Em 2026, growth equity e venture capital continuam lado a lado na construção do futuro das empresas de tecnologia, mas seguem caminhos bem distintos. Growth equity fortalece negócios já estruturados, prontos para voar mais alto. Venture capital alimenta o nascimento de ideias autênticas, levando-as para centenas, milhares de pessoas. Na dúvida sobre a melhor trilha, recomendo buscar orientação estratégica e olhar com profundidade para a cultura do investidor, seu histórico e sua visão de mundo.
Se você sente que sua empresa está pronta para crescer com propósito, ou quer saber como alinhar inovação e investimento, visite a Weehub, Inc. Conheça como fazemos diferença no ecossistema de tecnologia e como podemos ajudar sua empresa a chegar mais longe.
Perguntas frequentes
O que é growth equity?
Growth equity é um tipo de investimento feito em empresas já consolidadas, que apresentam crescimento consistente e negócio validado, mas precisam de recursos para expandir ainda mais. O objetivo é acelerar o crescimento de forma sustentável, aportando capital e conhecimentos estratégicos.
O que é venture capital?
Venture capital é o investimento direcionado a startups e empresas inovadoras em fases iniciais, que têm potencial de crescimento rápido, mas ainda enfrentam riscos e incertezas quanto ao modelo de negócio. O investidor se torna sócio e aposta no sucesso futuro daquela inovação.
Quais as principais diferenças entre growth equity e venture capital?
- O venture capital investe em empresas no começo da jornada, com modelos ainda em validação.
- O growth equity foca em negócios maduros, com histórico comprovado
- Os valores investidos e as expectativas de retorno costumam ser diferentes, assim como o nível de risco.
Vale a pena investir em growth equity em 2026?
Em 2026, o growth equity mostra-se uma alternativa sólida para quem deseja investir em empresas que já demonstram resultados. Os dados mostram estabilidade e potencial de crescimento para o modelo no Brasil, equilibrando risco menor e retornos consistentes.
Como escolher entre growth equity e venture capital?
A escolha depende do estágio da empresa, perfil do empreendedor e objetivos de longo prazo. Analise seu momento, expectativas de crescimento, necessidade de controle e avalie o investidor não só pelo capital, mas também pelo alinhamento de valores e visão estratégica.