Inovação nunca foi só sobre tecnologia, mas sobre pessoas trabalhando de jeito diferente. Em meus anos acompanhando startups por todo o país, vi de perto como times podem criar soluções surpreendentes quando têm liberdade e estrutura certas. E se tem um formato que me chama atenção pela agilidade, colaboração sincera e resultados visíveis, esse é o dos squads ágeis. Hoje quero compartilhar o que aprendi – e até questionei – na jornada de estruturar squads que realmente entregam inovação.

Por que squads para inovação fazem sentido?

Lembro bem quando, anos atrás, tentei implementar uma ideia inovadora em uma equipe tradicional, cheia de hierarquia e processos engessados. Foi um banho de realidade. Ideias se perdiam por medo de errar, ninguém sabia ao certo com quem falar, e alterações levavam semanas para acontecer.

Quando conheci o modelo de squads, entendi o que estava faltando: squads quebram silos, dão autonomia a quem executa e criam senso real de propósito. Segundo dados do IPEA, 66,6% dos projetos que adotaram práticas ágeis conseguiram promover mudanças relevantes, digitalizando processos e aprendendo mais rápido. E quanto mais inovador o projeto, mais faz sentido apostar nesse modelo.

Squads existem para acelerar. E inovar é, muitas vezes, correr riscos mais depressa.

Estrutura de um squad ágil: do básico ao estratégico

Montar um squad não é só juntar pessoas de diferentes áreas numa sala. Eu já vi esse erro acontecer algumas vezes, com resultados bem frustrantes. O sucesso está em equilibrar autonomia, clareza de papéis e propósito conectado.

Principais papéis e suas funções

  • Product Owner (PO): responsável por conhecer o objetivo do projeto, definir prioridades e conectar o time às necessidades do negócio.
  • Scrum Master (ou Agile Coach): cuida do método ágil e tira obstáculos do caminho, sem ordem direta, mas orientando e apoiando.
  • Time multifuncional: profissionais de diferentes áreas (desenvolvedores, designers, especialistas do negócio) que entregam o que é preciso, juntos, do início ao fim.

Às vezes, aparecem papéis extras, como um tech lead ou alguém focado em métricas, se o projeto pedir. Mas dificilmente vejo squads realmente inovadores funcionando sem flexibilidade e diálogo aberto entre todos.

Montando o time: diversidade e alinhamento

Algo que aprendi na prática: diversidade de experiências dentro do squad é o “segredo” que tira os projetos da zona comum. Sempre busquei misturar perfis: ti, negócio, comunicação… E, se possível, com parceiros ou clientes participando dos primeiros protótipos.

O estudo do Instituto Federal de São Paulo reforçou que treinamento contínuo e alinhamento de expectativas melhoram muito o resultado. Me arrisco a dizer que, sem isso, squads viram só times improvisados.

Grupo de pessoas diversas reunidas em mesa redonda com computadores, post-its e quadros de ideias

Quantidade ideal de pessoas

Em minhas experiências (e muitos erram aqui, inicialmente), times muito grandes começam a perder velocidade com comunicação. Times muito pequenos tendem a faltar competências básicas. O número mágico costuma ficar entre 5 e 10 pessoas.

Pequenos demais, faltam vozes. Grandes demais, fica barulho.

Ferramentas e práticas que fazem diferença

Depois de definir o time, vem a parte do ferramental e das práticas diárias. Nessa parte, sempre testo e adapto até encontrar o ponto em que o squad se sente confortável para criar, errar e evoluir rápido.

  • Cerimônias ágeis: reuniões rápidas de alinhamento diário, revisões a cada ciclo e momentos de retrospectiva para aprender com os erros.
  • Kanban, Scrum e Design Thinking: costumo usar essas abordagens para apoiar visibilidade do trabalho, adaptação das tarefas e entrega iterativa, como recomenda o LabPrev/INSS.
  • Matriz de competências: já vi squads perdendo tempo por simplesmente não saberem quem faz o quê. Por isso, gosto de mapear habilidades desde o início, como orienta o Guia de Práticas de Gestão Ágil.
  • OKRs (Objectives and Key Results): definir objetivos alinhados à missão maior da empresa, como a gente faz na Weehub, Inc., e conectar entregáveis claros de cada squad.

Quadro kanban colorido com cartões e equipe analisando tarefas em pé

Desafios: o que costuma dar errado (e jeitos de contornar)

Muita gente me procura querendo montar squads depois de ouvir falar do sucesso do modelo em empresas apoiadas por fundos como a Weehub, Inc., mas poucos se preparam para os tropeços típicos do caminho.

  • Resistência à autonomia: liderança que não confia no time pode minar a inovação antes mesmo de começar.
  • Falta de capacitação em métodos ágeis: uma das maiores barreiras, citada no IFSP. Respondo sempre: treine, repita, faça retrospectivas abertas.
  • Metas mal definidas: sem rumo, a squad se dispersa. OKRs bem desenhados, revisados com frequência, resolvem boa parte dessa dor.

Ninguém acerta tudo na primeira experiência. Já precisei reestruturar squads que começaram “no improviso”. Aprendi que feedback contínuo é a maneira mais honesta de ajustar o caminho.

Como medir o sucesso de um squad ágil?

É aqui que alguns gestores se perdem: querem métricas rígidas, mas inovação nasce do erro e do aprendizado rápido. Prefiro olhar para:

  • Entregáveis por ciclo (sprints)
  • Evolução dos indicadores de negócio
  • Satisfação da equipe e stakeholders
  • Impacto real nas metas do projeto ou empresa

Empresas como a Weehub, Inc. acompanham estas métricas junto aos squads, conectando performance com o propósito maior de transformação digital e social.

Squads ágeis na prática: inovação e impacto real

Não é apenas teoria. O próprio governo federal tem apostado nesse modelo. Em 2023, dez novas startups foram lançadas por meio do Programa Startup GOV.BR, impulsionando ideias digitais em áreas públicas. Squads foram fundamentais nesse modelo, acelerando testes e entregas.

Na Weehub, Inc., vejo que as empresas que apostam nessa estrutura conseguem resultados visíveis: prototipam mais rápido, aprendem com usuários antes de investir pesado e alteram o rumo sem tanto desgaste. Pra mim, esse é o verdadeiro valor do squad ágil: criar espaço para inovar de verdade, com segurança para errar, e aprender rápido.

Inovação pede coragem, mas também pede equipe alinhada e preparada.

Conclusão

Estruturar um squad ágil é criar o ambiente certo para a inovação acontecer todos os dias. Eu penso que é muito mais sobre cultura do que sobre técnica: valorizar diversidade, autonomia, ciclos curtos e conversas francas. Os resultados, ano após ano, mostram que organizações que apostam nesse formato avançam mais rápido, entregam soluções mais adaptadas ao mundo real e, principalmente, ajudam a construir histórias transformadoras, como faço questão de acompanhar na Weehub, Inc.

Se você quer formar squads ágeis que realmente inovam, recomendo se aproximar da nossa equipe. Venha descobrir como podemos apoiar sua empresa, oferecendo mentoria, investimento e conexão entre profissionais apaixonados por construir o futuro. Fale com a Weehub, Inc. e dê o próximo passo para o crescimento do seu projeto!

Perguntas frequentes sobre squads ágeis em inovação

O que é um squad ágil?

Squad ágil é um time multidisciplinar, pequeno e autônomo, que trabalha focado em um objetivo claro, usando métodos ágeis para entregar resultado iterativo em ciclos curtos. Em geral, as decisões são compartilhadas e o grupo responde diretamente pelos aprendizados e entregas.

Como montar um squad para inovação?

Com base no que aprendi, o ideal é começar definindo o desafio de negócio, depois selecionar pessoas que tragam diferentes experiências e habilidades – tecnologia, negócio, design – e garantir que todas conheçam (ou aprendam rápido) os métodos ágeis. É bom mapear as competências usando matriz, investir em integração inicial e deixar claro os objetivos. Evite times muito grandes ou muito homogêneos.

Quais são os papéis em um squad ágil?

Geralmente encontramos: Product Owner (PO), responsável pelo direcionamento do produto; Scrum Master, que apoia a equipe no processo ágil; e o time de especialistas, que inclui desenvolvedores, designers e pessoas de áreas envolvidas. Outros papéis podem aparecer conforme o desafio, mas todos focados em colaboração contínua.

Como medir o sucesso de um squad?

Olhe para entregas frequentes, evolução de indicadores de negócio, aprendizado validado com usuário, satisfação da equipe e stakeholders, e impacto direto nas metas do projeto. Métricas ágeis costumam priorizar resultado real e adaptação rápida ao invés de controle rígido.

Squads ágeis funcionam para todo tipo de projeto?

Já vi squads funcionando muito bem em projetos de inovação, tecnologia, serviços digitais e transformação cultural. Para projetos tradicionais ou regulados demais, pode haver limitações. O segredo está em adaptar o formato à realidade e ter abertura para experimentar, nem sempre tudo encaixa, mas testar vale a pena.

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Última Atualização: 18 de novembro de 2025